NOTÍCIAS
Falta emprego para os jovens
a
Para que se mude este quadro, UNE defende a criação de políticas de geração de empregos para esta parcela da população, que sofre com a falta de emprego e assistência

A pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil, elaborada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que o número de jovens entre 15 e 24 anos desempregados no Brasil é 3,5 vezes maior do que o de adultos. A falta de experiência, a necessidade de aliar emprego e escola e a ausência de oportunidades estão entre as razões para o fato.

Segundo o Ipea, a opção das empresas em optar pela demissão dos trabalhadores mais jovens que, além do baixo custo, são considerados menos "essenciais" por causa da falta de experiência, também faz com que o desemprego seja maior nesta faixa etária.

Além disso, as políticas de incentivo à contratação - quase todas com base em subsídios, transferindo para o Estado uma parte do custo salarial e redução dos encargos não-salariais para a contratação de jovens - sempre tiveram baixa adesão do empresariado. Um dos motivos para isso seria que, pelo já baixo custo da mão-de-obra do trabalhador jovem, tais políticas não produzem grande impacto econômico para as empresas.

Pobreza
A alta taxa de desemprego juvenil, na faixa abaixo de 17 anos, indica ainda que grande parte das famílias não têm meios de manter os jovens fora do mercado do trabalho até completar o ensino médio. Assim, percebe-se uma dificuldade cada vez mais notória de se realizar a transição da escola para o mundo do trabalho.

Mas o estudo também aponta que o desemprego entre os jovens não é um fenômeno apenas brasileiro, embora entre 10 países pesquisados o Brasil seja o que apresenta a maior taxa de jovens desempregados, com 46,6%. México vem em seguida, com 40,4%; Argentina, 39,6%; Reino Unido, 38,6%; Suécia, 33,3%; Estados Unidos, 33,2%; Itália, 25,9%; Espanha, 25,6%; França, 22,1%, e Alemanha, 16,3%. O trabalho foi coordenado pelos pesquisadores Jorge Abrahão de Castro e Luseni Aquino.

A UNE defende de forma veemente a criação de políticas públicas voltadas para a juventude e essa foi uma das bandeiras defendidas pela entidade durante a Conferência Nacional da Juventude.

Segundo a diretora de Comunicação da UNE, Luana Bonone "para que se mude este quadro é necessário que sejam criadas políticas efetivas voltadas para a juventude e, neste contexto, políticas de geração de empregos para esta parcela da população, que sofre com a falta de emprego e assistência".

"Devem-se criar mais postos de trabalhos voltados para a população jovem e uma das bandeiras que a UNE defende com outras entidades trabalhistas é a redução da jornada de trabalho sem a redução salarial", reforçou Luana.

Para o representante da Executiva Nacional da CUT, Antônio Carlos Spis, "uma das causas da falta de oportunidade para o jovem no mercado de trabalho é que os trabalhadores em idade de se aposentar continuam trabalhando para poder se sustentar de maneira digna, o que faz com que não haja espaço para os jovens no mercado. Outro fator é a exigência da experiência, que muitos ainda não adquiriram".

"Por isso se faz necessária a criação de políticas de incentivo à inserção do jovem no mercado de trabalho e de processos seletivos públicos. Durante o último governo, foram criados 14 milhões de novos postos de trabalho, mas isso ainda é insuficiente para atender a demanda da população ativa no País", concluiu Spis.

Fonte: www.une.org.br
Imagens relacionadas:
Nome: Cartdetrab.gif
Tamanho: 94KB 
Descrição: Cartdetrab
 Parceiros
a    r    t    d    e    
União Garibaldense de Estudantes - Garibaldi - RS