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Gripe aviária, vírus da vaca-louca, dengue, febre amarela, gripe suína...Parece até que estamos entrando na realidade do livro Vírus, de Robin Cook.
Para quem nao leu, o livro trata da dominação do homem pelos vírus, a ponto de se desenvolver uma nova espécie de seres humanos, parecidos com mutantes capazes de se adaptar a alguns deles. A teoria è boa, aborda a fragilidade da pessoa humana mostrando que o homem domina o mundo e coisas gigantescas e não consegue dominar um vírus que tão pequeno, chega a ser invisível. Nesse mesmo sentido cabe lembrar uma outra leitura que também fala sobre a fragilidade humana, desta vez, sobre a cegueira. Em 'Ensaio sobre a cegueira' de Jose Saramago, que já virou filme inclusive, e ainda bem que sim!, o autor mostra o que aconteceria com o mundo quando todas as pessoas começassem a cegar. Nessa abordagem vemos o quão frágeis somos e no que somos capazes de nos tornar se nos falta algum dos nossos sentidos. Mas nós, seres humanos, temos um outro sentido, muito forte, eu diria até, uma arma: A persuasão. A capacidade de fazer os outros acreditarem naquilo que queremos. Esta arma sim, põe em alarde um mundo inteiro, a partir das primeiras e escassas informações sobre uma doença, um vírus, uma epidemia, uma pandemia...Esquecemo-nos nós, que tudo o que nos cerca é comércio. Assim como nos fizeram correr aos postos de saúde por uma campanha de vacinação contra a Rubéola no ano passado. Baseados em que? Em prevenção? Em reforço de dose? Não. Alguém vendeu estas milhares de doses de vacinas. Quem? Os laboratórios do nosso então governador de Sao Paulo, uma vez minístro da saúde (o que lhe bastou para monopolizar o acesso a saúde), José Serra. E alguém pagou pelas vacinas. Nós não fomos. Foi de graça, montavam os postos de atendimento até dentro de supermercados! O governo pagou. Mas, com o dinheiro de quem mesmo? Com o nosso dinheiro! Aqueles caras lá de cima, que quando falam aparecem tantos microfones á frente, nos convenceram de que devíamos nos vacinar, cuidar da nossa saúde...Ninguém é contra. Todo o cuidado com a saúde é pouco. Mas existe aí uma sutíl diferença entre cuidar da saúde por necessidade e realidade e a disseminação de doenças inventadas para vender remédio. E aí, nós, pobres mortais, temos somente uma arma para nos defender: A informação. E esta talvez, seja tão forte quanto a persuasão. Esta consiste em filtrar o que ouvimos, em trazer inquietude, a buscar, a pesquisar...E não somente ouvir, acreditar, acatar. Tá certo que nós vivemos num país onde isso é quase impossível. Estamos num país dominado pela mídia que nos faz acreditar naquilo que ela quer que a gente acredite. A persuasão deles é de fato, forte. Mas eu me atreveria a dizer que as únicas coisas que eles teem a mais do que nós são alguns microfones, alto falantes e câmeras. Por isso, trabalhemos o nosso escudo e aprendamos a questionar.
Quando se passou a perguntar sobre a gripe suína, o assunto até perdeu a graça. Ficamos sabendo depois que o vírus pode ser controlado, não é mais tão mortal, o índice de letalidade é baixo...Se ninguém questionasse, estaríamos agora, provavelmente com uma máscara no rosto, o que esconderia também nosso rosto envergonhado de povo que se acomoda diante das circunstâncias. Não estamos subestimando nenhuma informação. Queremos somente que nos falem a verdade.
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